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quarta-feira, 21 de julho de 2021

Resumo sobre as Escolas Econômicas



ESCOLA MARXISTA

Também chamada de marxiana ou de Economia Planificada, teve como seu principal teórico Karl Marx, bastante difundida em sua obra O Capital. Sob a teoria do valor-trabalho, o valor direto de uma mercadoria se encontra somente no tempo de trabalho socialmente necessário nela investido.

Mas as mercadorias também têm um valor de uso (isto é, a utilidade direta que se obtém delas) e um valor de troca (mais ou menos equivalente ao seu preço de mercado, apesar de que a economia marxiana a mediria em tempo de trabalho). Por exemplo, o uso do valor de uso de uma cenoura está em comê-la e saciar a fome, enquanto seu valor de troca está na quantidade de ouro (cujo valor verdadeiro também está no trabalho despendido para a sua extração) pela qual poderia ser vendida.

No entanto, os capitalistas não pagam seus trabalhadores o valor total das mercadorias que produzem. A diferença entre o valor que um trabalhador produz e o seu salário são uma forma de trabalho não-remunerado, conhecido por mais-valia.

Em uma nova roupagem, a crítica ao capitalismo segue com Thomas Piketty, que em seu livro O Capital no Século XXI, indica que, numa economia em que a taxa de rendimento sobre o capital é maior que a taxa de crescimento econômico (r > g), a riqueza herdada cresce com maior velocidade do que a riqueza produzida.

Nesse sentido é que se torna fundamental repor os debates sobre a justiça distributiva e as taxações sobre o topo da pirâmide social. Piketty reafirma o papel do Estado como ator econômico fundamental que pode atuar na melhora da desconcentração da riqueza e da renda a partir da implementação do imposto progressivo sobre a renda; no avanço das taxações das grandes fortunas, heranças e doações; e na criação de um imposto mundial sobre o capital.

ESCOLA CLÁSSICA / AUSTRÍACA

Teve como primeiro e principal baluarte Adam Smith, que em sua obra A Riqueza das Nações, defendia a ideia de que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental, em que a competição livre entre os diversos fornecedores levaria não só à queda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas, no afã de baratear o custo de produção e vencer os competidores.

Ele analisou a divisão do trabalho como um fator evolucionário poderoso a propulsionar a economia. Uma frase de Adam Smith se tornou famosa: "Assim, o mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu próprio interesse (self-interest), é levado por uma mão invisível a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade.” Como resultado da atuação dessa "mão invisível", o preço das mercadorias deveria descer e os salários deveriam subir.

Seguindo a linha do liberalismo de Smith, na Áustria, Ludwig Von Mises, na obra As Seis Lições, navega pelos seguintes tópicos: o capitalismo, o socialismo, o intervencionismo, a inflação, o investimento externo e a relação entre política e ideias. Sua teoria afirma que a complexidade das escolhas humanas subjetivas faz com que seja extremamente difícil (ou indecidível) a modelação matemática do mercado em evolução e defende uma abordagem laissez-faire (termo que significa “deixar fazer”) para a economia.

Por fim, a Escola Austríaca defendia que as pessoas demandam dinheiro por causa da sua utilidade como meio para aquisição de outros bens, não por algum valor intrínseco desse, e que qualquer expansão de oferta de crédito causa ciclos econômicos. Os argumentos de Mises foram ampliados por economistas austríacos posteriores, como Friedrich Hayek.

ESCOLA KEYNESIANA

Difundida por John Maynard Keynes, subdivide-se em Macroeconomia e Teoria da Formação dos Preços, onde o seu modelo que explicaria como um aumento de gastos do governo diminuiria os riscos da recessão. No geral, os preços dos produtos e serviços caem com a crise, mas os salários não, aumentando o desemprego. A solução, para Keynes, seria em voltar a expandir a economia por meio de novas despesas do governo, o que possibilitaria a criação de empregos.

Para isso, é preciso observar como uma economia é medida através do PIB, que se estiver em equilíbrio a Oferta Agregada (Y) é igual à Procura Agregada (PA), ou Despesa Agregada, onde:

Y = C + I + G + (X - Q)

Sendo os componentes da Procura Agregada (PA):

C - Consumo da população;

I - Procura de créditos para Investimentos;

G - Gastos do Governo;

X - Exportações;

Q - Importações.

O princípio de uma crise acontece quando a oferta de produtos e serviços na economia estão mais elevadas que a procura, ou seja, quando Y é maior que PA na fórmula acima. Quando isso acontece, as empresas conseguem vender menos e acumulam estoques. Segundo o modelo de Keynes, o governo deveria aumentar suas despesas, na fórmula em "G", sendo um agente ativo na economia, enquanto as outras estão em redução.

A partir de então, Keynes tentou explicar o efeito multiplicador, dizendo que com as despesas adicionais do governo, haveria a criação de novos empregos e outras empresas com investimento em volta destes projetos governamentais. Isso geraria, novamente, um aumento da Procura Agregada. Essa teoria revolucionou o modo de pensar dentro da economia de forma agregada, com a chamada Macroeconomia. No Brasil, o grande nome para esta prática de forte intervencionismo nacional foi Celso Furtado.

ESCOLA MONETARISTA (DE CHICAGO)

Uma das maiores críticas ao Keynesianismo era sobre o aumento da dívida pública dos países devido ao financiamento de suas obras, utilizando dinheiro de impostos. Além da dívida pública, a intervenção do governo na tentativa de diminuir o desemprego faz com que os preços subam, ou seja, ocorre um aumento de inflação e a redução do poder de compra dos trabalhadores.

Então com os “Chicago Boys”, cujo maior expoente é Milton Friedman, adveio a prática de começar a privatizar suas estatais e a reduzirem o emprego público, sendo chamada de “Neoliberalismo”. No Brasil, teve como grande referência o economista Roberto Campos, chamado também de “Bob Fields”, que dizia que o Brasil só havia duas saídas: o aeroporto ou o Liberalismo Econômico.

A Escola de Chicago defende uma economia de mercado através de instrumentos como alteração na oferta de moeda e de outros meios de pagamento. Economistas monetaristas entendem que os objetivos da política monetária são cumpridos de maneira melhor ao criar metas de aumento da oferta monetária, e não ao engajar em política monetária discricionária.

A teoria também se baseia na ideia de "Teoria Quantitativa da Moeda" de Irving Fisher, ao entender que um descompasso entre oferta nominal de moeda e produto resulta em variação no nível de preços. Existem várias notações diferentes, mas a formalização da teoria pode ser feita como na seguinte equação:

MV = ´PY

Onde M é a oferta nominal de moeda, V é a velocidade da moeda (normalmente tida como rígida no curto prazo), P é o índice de preços (rígido no curto prazo) e Y é o produto. Ou seja, a quantidade de moeda disponível multiplicada pelo seu uso em um determinado período é igual ao índice de preços multiplicado pelo total de bens e serviços produzidos em uma economia no mesmo intervalo.

Linhas iniciais sobre Economia Política


CONCEITO:

O nome economia vem do grego para oikos (casa) e nomos (costume ou lei), daí “regras da casa (lar).” Estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação entre as necessidades dos homens e os recursos disponíveis para satisfazê-las.

A Ciência Econômica é uma ciência social, que estuda o funcionamento da Economia Capitalista, sob o pressuposto do comportamento racional do homem econômico, ou seja, da busca da alocação eficiente dos recursos escassos entre inúmeros fins alternativos.

ESCOLAS ECONÔMICAS:

ESCOLA

ECONOMISTAS PRINCIPAIS

IDEIAS BÁSICAS

Marxista

Karl Marx, Lenin, Thomas Piketty, Yanis Varoufakis

Valorização em função do trabalho, economia dirigida estatal, e taxação de fortunas.

Clássica / Austríaca

Adam Smith, Ludwig Von Mises, Friedrich Hayek

Defesa do Livre Mercado, crescimento, capital e empreendimentos como bases da riqueza.

Keynesiana

John Maynard Keynes, Paul Samuelson, Celso Furtado

Intervenção estatal como estímulo da economia em situações de crise.

Monetarista

Milton Friedman, David Laider, Roberto Campos, Henrique Meirelles

Controle da oferta monetária como base de crescimento nacional.

Algumas terminologias bastante utilizadas no estudo da Ciência Econômica:

DIREITO DE PROPRIEDADE: Transferível, Universal e Exclusivo.

CONCEITO DE MERCADO: Sistema que permite a troca de capital por bens de consumo.

CONCEITO DE ESCASSEZ: Problema fundamental da Economia, resultado da relação de consumo com a satisfação das necessidades humanas.

CUSTO DE OPORTUNIDADE: Adequação do uso dos recursos, feita por uma renúncia do ente econômico. Resulta em uma mais renda gerada em uma oportunidade alternativa.

NECESSIDADES DA PIRÂMIDE DE MASLOW: Fisiológicas / De Segurança / Sociais / Autoestima / Autorrealização.

PIB E PNB:

PIB → Produto INTERNO Bruto = Tudo que é produzido DENTRO no país, seja por entes nacionais ou multinacionais.

PNB → Produto NACIONAL Bruto = Tudo que for produzido por entes pertencentes aos RESIDENTES no país, seja em que local for.

ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO:

O IDH é calculado em três dimensões para decidir se uma economia é desenvolvida, em desenvolvimento ou subdesenvolvida. As dimensões estão em: Renda per capita (onde envolve poder aquisitivo médio e liberdade econômica), Nível de Educação Média Básica e Qualidade do Sistema de Saúde. O IDH varia de 0 a 1 com três casas decimais, onde o índice é considerado desenvolvido quando for mais próximo de “1” e subdesenvolvido quando for mais próximo de ZERO.

ESTRUTURAS DE MERCADO NA MICROECONOMIA:

a) Concorrência Pura → Ampla disputa e pluralidade entre os fornecedores na oferta de bens e serviços, resultando em maior flexibilidade dos preços.

b) Monopólio → Mercado dominado por fornecedor único ou com amplo domínio. Tendência estática na variação do preço, com aumentos progressivos definidos pelo monopolista.

c) Oligopólio → Mercado dominado por um pequeno grupo ou por poucos fornecedores de bens e serviços, resultando em baixa variação de preço, com efeitos semelhantes aos do monopólio.

OS 3 FATORES DE PRODUÇÃO: Mão-de-Obra / Capital / Recursos Naturais

GRANDES MUDANÇAS PARA A ECONOMIA BRASILEIRA NOS ANOS 90: Abertura do mercado para as importações / Privatizações / Plano Real (geralmente cai em provas).

ATRIBUTOS DA GEOPOLÍTICA:

Geográfico / Econômico / Sociológico / Político (Os 4 são bem óbvios em suas definições).

POLÍTICA MONETÁRIA:

O Brasil sempre foi adepto, desde os tempos da ditadura de Vargas, pelo modelo keynesiano, com forte interferência do Poder Estatal na política econômica e monetária. Todavia, a Escola Monetarista tem ganhado força nos últimos anos. A seguir, um fluxograma elaborado pela Top Invest Consultoria sobre como se chega aos principais índices econômicos:



OBRIGADO PELA CONFIANÇA EM NOSSO TRABALHO!

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MONTEIRO SETÚBAL ADVOCACIA

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